Beijos que quebram tabus e mãos que rompem medos antigos (há que dar lugar aos novos).
A cadeira, as velas e o desconhecido, a coragem e o espírito.
Tudo se conjuga mas tudo se muta diante dos olhos vendados da presa que se deixou caçar.
Exposição ao desejo, o desejo do frio da lâmina que é sentida fria, gelada na pele pedinte ...
A madeira que range aos passos vagarosos mas antecipantes, e o cheiro, o teu cheiro que inebria os poros de luz, e a cadência do olhar que quero meu, translucidamente perfeito.
Calo no ultimo minuto a dúvida: a dúvida da solitude em tudo isto.
Calo no ultimo segundo o grito que desfiro porque to quero dar nesse beijo toda a perdição duma entrega sublime,
A pele marcada
A lamina usada
A venda rasgada
A cadeira permanece
e o chão que (nos)recebe.